Há tempos em que a compreensão se cala
E o próximo passo tateia a beira do abismo
Tempos de áspera e inaudível solidão
E a única cor é o escuro
E um muro de musgo frio
impede o olhar.
Tempos de Babel
Em que o Outro me intimida e diminui.
"Me abraça, me abraça, amor,
que a tua linguagem eu entendo...
Seus lábios de lã
Me abraçam
me salgam
e me afastam do mal."
Há tempos de portos,
há tempos de deriva.
Bonito, isso!
ResponderExcluirE que tempo é entre o porto e a deriva, hein?
Beijos,
Silmara