sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O amor e o relógio não conversam

O amor e o relógio não conversam

Sem lógica o amorsemtempo ressucita

A cada volta suicida

Em torno dos sessenta universos

E em versos sobressaltos taciturnos

O amor - seus afetos, seus returnos -

Amadurece e ama mais.



O amor e o relógio sobrevivem

Sem ternura aturam o tempo dia a dia

Sempre cegos improvisam cada volta

E retornam mudos as doze horas

Taciturna roda, letargia.



Mês a mês, ano a ano, passo a passo,

Passam de mãos dadas amor e tempo

Irmãos em versos, vida e caminhos

Não conversam, tocam com carinho

Um ao outro, a cada volta do ponteiro.

2 comentários:

  1. Nossa! Nunca tinha feito essa relação entre o amor e o tempo cronológico. Você fez a rotina se tornar algo lindo, melodioso...! Vou imprimir este poema e pendurar bem debaixo do relógio ☺ Melhor: vou pedir pro Ivaldo fazer uma música!

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  2. Que bacana!
    Adorei a idéia: a do relógio e a da música!

    Abs

    Bido

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